Electrolux deve indenizar família após acidente grave com lavadora

O Superior Tribunal de Justiça determinou que a Electrolux deve indenizar uma família após acidente grave envolvendo lavadora de roupas. A máquina causou a amputação do braço de uma criança, gerando responsabilização civil da fabricante. A decisão estabelece precedente importante sobre segurança em eletrodomésticos domésticos.

O caso chegou ao STJ após longa batalha judicial iniciada pelos pais da vítima. A criança sofreu ferimentos irreversíveis ao interagir com a lavadora durante funcionamento normal. O acidente evidenciou falhas no sistema de segurança do equipamento, que deveria impedir acesso às partes móveis durante operação.

A Electrolux contestou inicialmente a responsabilidade pelo ocorrido. A empresa alegou uso inadequado do produto e falta de supervisão dos responsáveis. Argumentou também que seguiu todas as normas técnicas vigentes na fabricação do eletrodoméstico. Os tribunais inferiores apresentaram decisões divergentes sobre o caso.

O STJ analisou profundamente as características técnicas da lavadora envolvida no acidente. Os ministros consideraram que o equipamento apresentava defeito de fabricação relacionado aos mecanismos de proteção. A ausência de travas eficazes durante o funcionamento foi considerada falha grave de projeto. O tribunal entendeu que a segurança deveria ser prioridade absoluta.

A decisão baseou-se no Código de Defesa do Consumidor e princípios de responsabilidade objetiva. Fabricantes respondem por danos causados por produtos defeituosos independentemente de culpa. A teoria do risco da atividade foi aplicada ao caso, responsabilizando quem lucra com a comercialização. Consumidores não podem arcar com riscos de produtos mal projetados.

O valor da indenização contempla danos materiais, morais e estéticos causados à criança. Foram considerados gastos médicos, fisioterapia e adaptações necessárias para nova realidade da família. Os danos morais levaram em conta o sofrimento permanente e limitações futuras da vítima. O montante busca proporcionar dignidade e qualidade de vida adequadas.

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A decisão impacta diretamente o setor de eletrodomésticos no Brasil. Fabricantes precisarão reforçar investimentos em pesquisa e desenvolvimento de sistemas de segurança. Certificações e testes de produtos ganham importância estratégica para empresas do setor. Consumidores passam a ter maior proteção legal contra defeitos de fabricação.

Especialistas recomendam que fabricantes implementem travas automáticas mais eficientes em lavadoras. Sensores de movimento e sistemas de parada emergencial são tecnologias essenciais atualmente. O mercado demanda equipamentos que conciliem funcionalidade com máxima proteção aos usuários. Investimentos em segurança representam diferencial competitivo importante.

A Electrolux não se manifestou oficialmente sobre cumprimento da decisão judicial. A empresa possui prazo legal para pagamento da indenização determinada pelo STJ. Consumidores com casos similares podem buscar reparação baseada neste precedente. Advogados especializados orientam sobre direitos em situações de defeitos em produtos.

O mercado brasileiro de eletrodomésticos movimenta bilhões anualmente em vendas e serviços. Casos como este influenciam políticas de qualidade e desenvolvimento de produtos das principais marcas. Órgãos reguladores intensificam fiscalização sobre normas de segurança em equipamentos domésticos. Consumidores tornam-se mais exigentes quanto à proteção oferecida pelos produtos.

A decisão do STJ reforça que segurança em eletrodomésticos não pode ser tratada como opcional. Fabricantes devem priorizar proteção dos usuários acima de considerações comerciais ou redução de custos. Este precedente legal fortalece direitos do consumidor e estabelece padrões mais rígidos para o setor. O caso serve como alerta para toda a indústria sobre responsabilidades na fabricação de produtos domésticos.

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